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19 de mai. de 2011

Como Preencher Uma "Tarde Vazia"

Depois de muito, muito tempo sem conseguir verdadeiramente um espaço para me alienar, finalmente hoje essa regalia me foi possível. Por favor não condene os devaneios de um desajustado social registrados nesse texto fútil: leia por conta e risco!

Ontem fui dormir cedo, pouco antes da meia-noite: isso é cedo para os padrões de quem só vai dormir após as 02:00 e só aconteceu por conta do frio e da necessidade que a esposa tinha de acordar muito cedo (04:50) para trabalhar.
Os céticos quanto ao casamento que me perdoem, mas dormir todo embolado no edredom e na pessoa amada… não tem preço!

Só sei dizer que estava tudo tão gostoso que tomei um susto ao entreabrir os olhos (para ver se a luzinha indicadora de e-mail do celular estaria piscando) e constatar que eram 05:46!!
Ou eu estava louco ou minha gata de pele branca ainda ronronava no mundo dos sonhos. Ela não costuma se atrapalhar com essas coisas e acordá-la sem motivos costuma ser procedimento arriscado e passível até de discussão.

Com todo o cuidado e ternura do universo decidi arriscar a pergunta:
- Amor... o que você tem para fazer hoje?
Num arroubo de candura ela responde:
- Caramba! Você não sabe que eu tenho que ir trabalhar?!
Confirmada minha suspeita, restou apenas a opção do esclarecimento:
- Ah... tá... então você vai trabalhar mais tarde, né? Porque já são quinze para as seis…

O pulo que ela deu da cama foi digno de um Jet Li da vida! E começou uma correria desesperada: ela se vestindo e eu, de pijama, ligando para chamar o táxi e tendo que, naquele frio, ir ficar esperando no portão… repito: de pijama!!!

A agonia foi breve e logo ela embarcava no veículo, mas a adrenalina já havia subido e naquele momento não tinha nem mais uma raspinha de sono… acabei vindo escrever no computador até que, lá pelas oito e pouca, o sono começou a bater de novo. Fui dormir.

Acordei “pontual” e gloriosamente às 10:46 e nem o chocolate quente que preparei foi capaz de saciar minha fome. Olhei para a cozinha e nem para fazer um “Meu Menu” senti disposição: sem lembrar de nada urgente para fazer e por não ter nenhum filho pequeno para tomar conta, decidi aplacar minha solidão indo almoçar e passar a tarde no shopping!

A maravilhosa temperatura invernal colaborou de modo que nem senti os pouco mais de 2 quilômetros de caminhada, de modo que nem mesmo suado estava ao chegar… aliás, esse povinho que com dois dias de temperaturas mais amenas já começa a querer verão deveria ser enviado para um deserto: como eu gostaria de poder criar um “mundo paralelo” onde os desejos dessas pessoas se realizassem e, num eterno verão, a água fosse escasseando, os apagões se sucedendo, o calor desidratando, o suor escorrendo… argh! Mesmo sabendo que é necessário, definitivamente odeio os dias de verão!

Mas meu objetivo nesse texto não é falar mal do verão  e sim apresentar uma solução não tão cara para passar o tempo de uma tarde que seria completamente vazia. Conforme me aproximei, o complemento do passatempo foi se formando: quem sabe… uma sessão de cinema?Pensei em comprar o ingresso com antecedência, mas nesse shopping da Zona Oeste o acesso às bilheterias só é liberado às 14:30.

Fui almoçar e descobri uma promoção decente no giraffas: um estrogonofe aparentemente decente por R$13,90. Vejam:

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O sabor estava bem decente (o que eu faço é melhor!), só me senti um pouco culpado pelas fritas ao invés de um alface ou um brócolis… mas também não ia combinar nada!
Fui mastigando bem devagar para não passar mal e para ver o tempo passar… sempre fico nervoso ao comer fora de casa e, principalmente, sozinho.

Apesar dos esforços, terminei de almoçar bem antes das 14:30 e inventei de fazer hora na livraria Nobel, que merece um voto de confiança por investir na instalação de uma loja em Campo Grande.
Espero sinceramente que a população local gere movimento e consumo para que o negócio frutifique e, além de permanecer aberto, compre uns pufes de melhor qualidade!

Fiquei lá fuçando, procurando algo cuja relevância justificasse o investimento mesmo em um momento tão financeiramente restrito quando… achei (única edição escondida no canto de uma prateleira inferior) O DICIONÁRIO DA LÍNGUA MORTA!!Fantástico!
Sempre quis conhecer um pouco mais de Latim e ali estava um compêndio dos termos mais “populares” (Latim… popular?) e aplicáveis em textos e discursos! O preço não era tão exorbitante e, só por isso, me permiti cometer a extravagância de presentear minha cultura.

O mais gostoso dessa compra eu só descobri após o pagamento: acabara de ganhar um expresso do Café Donuts! Como ainda faltava quase uma hora para poder chegar à bilheteria, aproveitei “hic et nunc” a oportunidade de passar esse tempo aprendendo um pouco mais!

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Muito contente e desperto pela cafeína saí dali antes que a tentação dos donuts (na foto, ao fundo) pudesse me alcançar e, finalmente, fui saber qual filme poderia assistir: minha intenção era ver, com olhos bem críticos, “Agentes do Destino”, mas acabei descobrindo que este já não mais estava em cartaz (chegou a entrar?) naquela rede de cinemas… aliás, aqui cabe bem o registro de algo que ocorre em todos os cinemas da “Zona Oeste Pobre” (Campo Grande, Bangu…): a ausência de filmes legendados!
Não estou reclamando apenas das salas de exibição: meu maior temor é que o público se mantenha em tamanho nível de ignorância e preguiça mental que obriguem os cinemas a exibirem apenas filmes dublados!Sem dúvida alguma isso é uma vergonha!

O ingresso comum custaria R$ 11,00 (somente na 2ª o preço é promocional: R$ 7,00), mas como as únicas opções eram filmes dublados, optei por assistir um desenho animado: Rio… em 3D!
Essa foi minha derradeira extravagância do dia (R$ 21,00), mas acabou valendo a pena, pois a qualidade da projeção (nitidez, clareza) estava superior a do UCI do Shopping New York (onde sofri assistindo “Thor”)!

O filme… bem, o filme é perfeito para crianças estrangeiras e bem pequenas, pois os eventos apresentados só encontram justificativa por ser mesmo um desenho!
Aliás, já assisti desenhos muito mais inteligentes que esse e simplesmente, pelo maltrato à minha inteligência, não consegui ter prazer ao assistir “Rio”: os pontos máximos seriam os (forçados, manipulados, claramente preparados) momentos afetivos, mas justamente por forçar uma espontaneidade surreal é que o filme se qualifica abaixo da média (quem quiser, leia meus comentários no GetGlue onde, aliás, preciso adicionar contatos).

Acabou o filme (e eu estava tão agoniado que nem aguentei assistir o número musical final) e voltei para casa, trilhando lentamente o caminho até minha casa e curtindo o friozinho do início da noite outonal…
Senti falta da esposa, mas ela é dessas pessoas que não sabe viver sem cronômetro: nunca iria suportar passar o tempo folheando um livro ou sentar numa praça de alimentação até chegar a hora certa de fazer alguma outra coisa.
Respeito essa objetividade e hiperatividade dela, mas fazia muito tempo que não tirava uma tarde como essa só para mim e em um ritmo que um dia chamei de meu, mas ao qual hoje estou desacostumado.
Foi bom matar saudade disso (pois é coisa da minha época de Manaus, quando “Tarde Vazia” do grupo “Ira” marcou, definitivamente, uma era de minha existência), mas tal rotina não cabe mais em minha vida… só como exceção!
No final das contas, descobri uma forma diferente de me alienar, distante do computador (mais ou menos, pois o celular é um substituto quase a altura) e em atividades distintas.

Já imagino a próxima vez…

11 de nov. de 2010

Agonia

Quando a vida fica muito difícil temos que buscar as tais “válvulas de escape”: alguns bebem, outros fumam ou consomem drogas… e outros, bem menos arrojados, usam as redes sociais para joguinhos como “Mini Fazenda” ou “Colheita Feliz”.

Faz tempo que não escrevo por aqui, mas a evolução da história apenas confirmou o que as provas indicavam: mesmo querendo evoluir, os desenvolvedores da colheita feliz (CF) tem o costume de deixar a desejar. Nem sei quantos bugs já devem ter permitido que jogadores desonestos subissem absurdamente nos níveis, mas tenho certeza de que erros tão revoltantes quanto alguns que relatei continuam ocorrendo.

Na verdade acabei rindo muito com a manifestação publicada ontem por uma senhora acerca de erros com moedas verdes e as sempre altamente questionáveis e confusas promoções dos dementes da Paymentez. Assistam também:

Nesse período onde não publiquei e também quase não joguei, conheci história de pessoas que colocaram até mesmo seus casamentos em risco por conta do tempo que passaram a dedicar a uma colheita virtual, ou seja, de onde não se ganha verdadeiramente nada! Alguns investem até dinheiro de verdade para acessar uma figurinha, nem sempre animada, de alguns poucos pixels e totalmente restrita ao ambiente da internet… ou alguém já levou, por exemplo, um Collie da CF para passear? Ele custa dinheiro, mas não tem afeto por seu proprietário, fora o fato de viver por apenas 720 horas… deprimente, não?

Como tudo o que é ruim pode piorar, os caras  ainda acharam que poderiam inventar outros jogos e lançaram um tal “Segredos do Mar” na ganância de receber ainda mais dinheiro em troca de nada. Não jogo, não sei nem como funciona, mas decidi dar uma forcinha para a reclamante do vídeo acima e vou publicar sua manifestação aqui também:

Estou pensando em publicar algumas novas dicas da mini fazenda (MF) que, por sinal, nunca me incomodou com bugs ou coisas parecidas… ponto para o pessoal da Vostu, que se esforça para sempre lançar novidades DENTRO DO JOGO, por mais bobinhas que essas possam ser.

Tenho necessitado me alienar mais do que nunca… e, como não sei ficar calado, acho que vou acabar publicando por aqui algumas impressões não apenas sobre jogos, mas sobre seriados e outras coisas que passam na minha frente. Só o tempo dirá…

Um abraço!

3 de mai. de 2010

As Coisas Evoluem…

Se você está lendo esta postagem é porque andou procurando dicas sobre os joguinhos de fazenda que, às vezes, ainda jogamos.

Saiba que estamos mudando algumas coisas porque nós também fomos diversificando os jogos, as atividades e, é claro, conhecendo bastante gente!

Tudo isso aqui é apenas um teste: não leve muito a sério as imagens acima e nem crie expectativas até que se reinaugure o blog. A única coisa de que pode ter certeza é do endereço: alienamos.blogspot.com

Até breve e um abraço

18 de mar. de 2010

Experiências

gauchos[1] Desculpem a demora para voltar a escrever, mas fui súbita e inesperadamente convocado para trabalhar nas “Olimpíadas do Conhecimento” como responsável carioca pela equipe do Rio Grande do Sul.

Esse está sendo um ano bastante curioso quanto à minha aproximação com o Sul do Brasil: primeiro fiz o contato virtual com o tri-legal Geeh Bilhalva e agora passei quatro dias inteiros acompanhando a equipe gaúcha de competidores que me fez ver a juventude brasileira novamente com outros olhos.
Encontrei ali jovens inteligentes e esforçados, com uma surpreendente capacidade profissional… posso me orgulhar de ter passado alguns dias junto à maior riqueza do Brasil, pois eles são verdadeiras jóias preciosas! Deus os abençoe a cada um deles!

Por incrível que pareça, esse contato foi fácil porque durante minha vida já fui hospitaleiramente recebido em muitos C.T.G.’s, desde Guaratinguetá até Manaus, e sei muito bem o quão belas são as tradições do povo gaúcho. Creio que o Rio Grande do Sul é o único estado que mantém esses núcleos onde quer que seus filhos estejam… nunca vi um “Centro de Tradições Cariocas” ou Paulista ou de qualquer outro estado (tradições nordestinas não é estadual, mas regional, ou seja, prevalece a autonomia gaúcha nesse caso!)

O chato de tudo é que no final do evento acabei (re)adquirindo um sotaque meio gaúcho e até a dona da fazenda ficou rindo do meu modo de falar… aliás, ela me mandou mais três conversas que teve com amigas e o manual da CF (ainda tem gente jogando isso?) e tenho que admitir a todos que foi por pura preguiça e má-vontade mesmo!Ela está tão chateada que disse que não quer nem mais escrever para o blog, então, caros leitores, cabe a vocês fazerem aquela campanha “não nos abandone” para que a dona da fazenda não nos deixe!

Por outro lado, estou cada vez mais “in love” com o “sistema MF”, tanto que até me inscrevi no Facebook para poder conhecer a tão falada Farmville e… é linda! É impressionante! Dá liberdade criativa  aos jogadores, apresenta novos itens e promoções quase todos os dias… se esse for o futuro da MF, podem ter certeza que os quadradinhos restritivos não passam de celas para aprisionar a imaginação e tornar o uso do verbo “roubar” comum.

Como prometi, quero dar dicas aos iniciantes em MF, já que tenho notado muita gente que não está sabendo aproveitar tanta liberdade e, por “reflexos condicionados”, fica se restringindo a alguns poucos terrenos plantáveis e fertilizáveis… e sou muito sincero ao afirmar que isto, infelizmente, é jogar muito mal!
Digo isso na intenção de incentivar meus queridos amigos a alar suas imaginações e quebrarem o paradigma dos “seis quadradinhos” que só vão aumentar se subir de nível e, ainda por cima, gastar dinheiro com as malditas moedas verdes!mfruim[1]Vemos acima a imagem de uma fazenda pertencente a uma vítima da CF: mesmo com todo esse espaço (verde claro) disponível, a criatura só consegue enxergar e criar em cima daqueles quadradinhos, como se estivesse amarrada ali!
Nesse exemplo vemos que nem mesmo apenas um vizinho poderia fazer uso pleno de seus cinco fertilizantes por só dispor de quatro terrenos onde aplicá-los… ou seja, um vizinho como esse só ajuda na contagem para o prêmio de “Pessoa Popular”.
Para esses eu mando o que chamo de “cerquinha da vergonha”… se ao invés de um hipopótamo você recebeu uma cerquinha de mim, agora já sabe o motivo!

mfboa[1]

Acima vemos um iniciante mais “esperto”: foi capaz de aprender a usar a enxada para criar mais terrenos e através disso ter espaço para quatro vizinhos felizes. Na verdade não fez nada além de sua obrigação, mas por isso já merece um hipopótamo por dia… isto é, desde que lembre sempre de providenciar a rotatividade de sua colheita: onde não tem espaço para fertilizar o dono recebe a terrível “cerquinha da vergonha”!!!!

mfcriativa[1]

Acima temos uma menção honrosa… bem básica, mas honrosa!
Esse é o tipo de fazendas que procuro, incentivo e que, em breve, virão a figurar aqui no blog, nas futuras edições da “Zóia Só”!!! Esse rudimento antropomórfico ficou até simpático e, sem que se perceba, permite que seu dono acomode tranquilamente até sete vizinhos!enxada[1]

Então, a dica do dia é: aprenda a usar sua enxada e crie, no mínimo, 5 terrenos para cada vizinho que for adicionar… e não espere ganhar meus hipopótamos se não fizer assim!

Mais fotos das olimpíadas podem ser encontradas em meu perfil do Orkut, assim como espero que mais gente me adicione no Facebook, tanto pela Farmville quanto pela tal “Mafia Wars” (onde minha mafiazinha é tão pequena que vivo apanhando de um monte de gringos mesmo já estando no nível 36!).

Um abraço a todos!