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31 de jan. de 2010

Chamado #72483

Sou o autor do blog "Colheita Feliz: Eu Jogo" e descobri um grande bug na forma como as cabaças podem ser convertidas em presentes: basta ter uma cabaça para se alcançar a popularidade infinita: se eu divulgar isso no blog o jogo perderá completamente o sentido...

Espero que vocês tomem providências até as 18:00 de hoje (domingo, 31 de janeiro) ou serei forçado a colocar tudo no ar.

Tenho registros de todos os movimentos executados para provar tudo o que falo.

Vai ser ruim, mas é um estímulo para que vocês facilitem o acesso das pessoas a vocês: não quero o mal, mas quero o que é justo.

Obrigado pela atenção.

Atualização: Dados os motivos apresentados por Geeh Bilhalva (vejam comentários) e não querendo acabar com o divertimento de mais de um milhão de pessoas, decidi (por ser domingo) adiar por 24 horas minha decisão de revelar como explorar um grave bug no jogo.

Solitude

lonelyflower

Passeio, como boa fazendeira que sou, ao menos 4 vezes por dia pelas fazendas de meus amigos… para colecionar seus alimentos: percebi que muitas pessoas plantam apenas uma ou duas flores em seus canteiros.

— Ora, se temos todos seis espaços vazios disponíveis, por que iria plantar somente em um? — essa pergunta me ocorria sempre que olhava uma pobre e linda flor solitária num imenso vazio...

Então, de tão incomodada, decidi pesquisar junto aos donos dessas colheitas o motivo daquelas solitárias flores em seus jardins: seria promessa a santo Antônio… para conseguir marido?
(Pesquisar é legal,  mas minha vontade mesmo era ganhar todas aquelas flores... e, na época, abrir espaço em popularidade do meu marido. Agora quero mais ainda, para alcançá-lo!!!!!)

Após algum tempo começaram a chegar as respostas:

Maurício

Maurício Silva, meteorologista carioca atualmente radicado em Curitiba, tem uma visão bem brasileira sobre o assunto:
“Sobre a colheita feliz, eu realmente não sei responder a sua questão. Ainda sou um fazendeiro muito inexperiente, vou plantando as sementes aleatoriamente… mas acho que todos deveriam plantar soja antes que as terras sejam consideradas improdutivas e invadidas pelo MST!”

Mariana Macedo

Já Mariana Macedo, uma carioca estudante de direito que passou sua adolescência no exterior e cujo perfil no Orkut já está lotado, preferiu usar a estética para explicar sua escolha:
“Por que colore a minha colheita, mas foi falta de tempo mesmo...”

Carla Oliveira

Porém a resposta que merece ser analisada foi dada pela estudante mineira de publicidade e marketing Carla Oliveira, que gosta tanto de CF que acabou contagiando seu noivo a ponto dele, na hora do almoço, recorrer à uma LAN House para alimentar seus animais. Carla mostrou um aspecto protetor que pode ser comum a muitos jogadores de CF:
“É porque ontem não dormi em casa e fiquei fora o dia todo... se eu plantar e crescer, vai alguém lá e rouba, não é mesmo, dona Carina?”

icon careca

Segundo o “sábio” fazendeiro careca, agir dessa forma é acreditar que “o olho do dono é que engorda o boi”, mas, em CF, ficar assistindo o tempo passar só serve para atrapalhar o jogador:
“Neste jogo, o tempo vale dinheiro. Ao desprezar que, além das moedas amarelas, se ganham bons pontos de experiência ao colher os produtos e que, mesmo sendo roubado (ou coletado), há uma margem de segurança que impede o prejuízo, o jogador que deixa de plantar com medo de ser roubado vai demorar muito mais para subir de nível por não estar tirando vantagem do tempo e perdendo a oportunidade de economizar em fertilizantes.”

Ainda houveram outras respostas: “ganhei e plantei”, “gosto de plantar flores para dar de presente”
Bem só sei dizer que eu, a dona da fazenda, gosto mesmo é de coletar coisas das fazendas alheias… é muito mais divertido!

Agora, além da “fazenda dos tocos secos” que apareceu na “Zóia Só!”, tem uma outra fazenda que nos deixa muito incomodados… é a “fazenda da banana solitária”:lonelybanana

Esta lá, assim a mais de um mês! Seria esta uma forma dessa pessoa enviar sua mensagem para o mundo? Qual seria esta mensagem?Só sei dizer que não agüentamos mais olhar para aquela bananeira onde não nasce nenhum matinho, nenhuma minhoca! A única coisa que dá para fazer é regar… de 2 em 2 dias!!! Sinceramente já pensamos até em passar em frente a casa dessa nossa amiga e gritar:

— RECOLHE AQUELA BANANA!!!

Mas ficamos preocupados com o que a vizinhança poderia imaginar e deixamos pra lá: hoje em dia as mentes estão tão poluídas…

Ah! E pra terminar, ele não tem a dona desta fazenda aqui na LAF dele:

fulltrash

Me falem o que é pior: dois ou seis tocos secos?

30 de jan. de 2010

O Fenômeno Colheita Feliz

10000 Sei reconhecer uma anomalia quando me deparo com ela e, sem dúvida, esse “joguinho” é uma, pois 10.000 acessos num blog com apenas uma semana de vida, sem veiculação de propaganda alguma… isso é impressionante!

Comecei de brincadeira e continuo sem maiores pretensões, porém reconheço e reafirmo que CF pode ser utilizada como referência nas mais diversas áreas: da administração, passando pela matemática e alcançando até mesmo a psicologia e a sociologia.app_hf_logo

Diante do franco processo de inclusão digital que acontece no Brasil, podemos encontrar nessa “massa” de jogadores os mais diversos tipos de perfil: daquele que acessa de uma LAN House ao que gasta R$ 300,00 por mês com moedas verdes. Todos plantando sementes digitais e se relacionando virtualmente.
É lastimável que o termo “roubo” esteja sendo o centro de toda essa atividade: sou incentivador de que tal termo seja substituído o mais rápido possível pelo termo “coleta”, pois tenho certeza de que será algo bem menos nocivo ao amadurecimento das crianças que atualmente se divertem com essa atividade.
Onde está escrito “tantos objetos roubados”, não seria melhor aparecer “tantos objetos coletados”? E, daí por diante… estaríamos evitando que boa parte de toda uma geração passasse a achar o verbo “roubar” como algo comum, vantajoso, praticável, divertido.

A empresa detentora dos direitos de CF no Brasil, a paymentez, parece que não estava pronta para um sucesso tão retumbante e nós, os usuários, vivemos sofrendo com as mais diversas e bastante freqüentes falhas do servidor onde ocorrem as operações do jogo.
O “jeitinho” brasileiro pode ser visto até mesmo quando a empresa tenta inovar: desde ontem foram alteradas algumas características de vários objetos do jogo, no intuito de customizá-lo para o carnaval, porém os sprites utilizados neste processo são muito mais caricaturais que os originais apresentados anteriormente e um detalhe gritante que surgiu foram as (horríveis) sombras acinzentadas nas plantas: o modelo anterior era feito em matizes de marrom escuro e, provavelmente com algum grau de transparência, se adaptava ao desenho marrom claro do solo.animatizes
A pequena animação ao lado ilustra claramente o que é dito neste parágrafo: a sombra das plantas da fileira superior é alterada enquanto as outras se mantêm.

Com a utilização destas caricaturas tão rústicas, somos levados a crer que a empresa está, praticamente, declarando que não acredita no poder de observação de seu público e, muito menos, na necessidade de que seus serviços tenham a famosa “excelência de qualidade”: o excesso de informações que dificulta a identificação de pestes e pragas e o visual poluído não foram levados em consideração na hora da mudança.confuso e poluído
A paymentez deve apostar que quem gastou dinheiro para adquirir moedas verdes ou que esteja em um nível mais avançado não vai querer protestar excluindo o aplicativo, obrigando a todos que engulam qualquer porcaria daqui para frente, SEM PROTESTAR!
Afinal, isto é só um joguinho casual… qualquer coisa serve!

Ainda nas questões sobre qualidade, temos provas de que as traduções que aparecem no decorrer do jogo de forma alguma primam pela correção: parecem ter sido feitas de maneira desatenta e apressada, permitindo erros grotescos até mesmo na medição de tempo de ação de alguns produtos fundamentais ao desenvolvimento estratégico do jogo.

De qualquer forma existe atualmente um público de mais de um milhão e meio de usuários ávidos por novidades e desafios, capazes de trocar seus reais verdadeiros pelas famosas “moedas verdes” e, sem dúvida, fazer o brasileiro gastar dinheiro com um jogo on-line é um verdadeiro fenômeno!

O futuro de CF é uma incógnita: recentemente foi disponibilizada pela própria paymentez uma versão beta do que deveria ser um aprimoramento deste aplicativo (Colheita Feliz – Recomeço) com algumas modificações e gráficos mais simplificados, porém total a lentidão do sistema e a perspectiva de ter que gastar ainda mais dinheiro real para conseguir outras “moedas verdes” têm sido um empecilho para o crescimento da popularidade dessa versão.
Se formos observar o caminho de diversas outras “febres” eletrônicas e digitais do passado como o Atari, as BBS, os tomagochi (avós da CF!)  e o ICQ, podemos ter praticamente a certeza de que mais cedo ou mais tarde essa moda será substituída por outra. Portanto aqueles que estão pensando em plantar e colher seus próprios pixels, é bom começar rápido, pois a competitividade de alguns jogadores é alta e alcançar os níveis mais elevados exige tempo, capacidade de administração, uma boa rede de contatos e, ocasionalmente, dinheiro real.

Até aqui está bom! Pode mandar pra imprensa!

Como autor de blogs, sei muito bem que isso aqui, com apenas uma semana de existência, não é nada… mas, se um dia chegar a ser, eu devo agradecer muito e em primeiro lugar ao Senhor Deus, que me protege e dá força, saúde e inteligência.
“Segundamente” tenho que agradecer muito à minha querida esposa, a dona da fazenda, que me impediu de excluir o aplicativo por mais de uma vez e que esteve sempre um nível a minha frente até hoje (enquanto ela foi trabalhar eu consegui, com as dicas do Thiago, ultrapassá-la pela primeira vez!).
E agradeço também, é óbvio, a todos aqueles que participaram até agora com sugestões, comentários e boa vontade.

Por outro lado, neste país temos a cultura da depreciação: quando alguém se destaca por realizar qualquer coisa com esforço, dedicação e, principalmente, qualidade, desperta sentimentos malignos em algumas pessoas.
A estes agressores anônimos que se expressam através de comentários ofensivos: por favor, isso aqui não passa de um simples blog sobre um joguinho casual e nem merece sua atenção… voltem a chafurdar no lamaçal de suas ignorâncias e preconceitos que será a melhor coisa que farão!

Aos bons, um abraço!

29 de jan. de 2010

Não Roubamos Mais!

ladrao-de-galinhas Aqui em casa sempre houve um certo desconforto quando usamos o termo “roubar”: verdadeiramente não gostamos dele, principalmente depois que nossa sobrinha de 5 anos, filha do meu cunhado, nos visitou certo dia e disse sorrindo:

— Meu pai bem te roubou hoje de manhã!

Que coisa horrível para uma criança dizer daquela forma tão sorridente
Isso nos deixou ainda mais preocupados com a inversão total de valores que está ocorrendo na sociedade como um todo: agora os ladrões somos nós, que jogamos CF? Os políticos viraram o quê? Heróis?

Então, depois de muito refletir e discutir, chegamos a um consenso: para evitar que sejamos erroneamente enquadrados nos artigos 155 ou 157 do código penal brasileiro… vamos parar de roubar! Definitivamente!

Agora aqui em casa somos apenas “coletores”!
Todas as vezes que virmos algo interessante na fazenda de nossos amigos, vamos coletar amostras!
Eu sei que fica parecendo que vamos fazer exame de fezes em todos vocês, mas é bem mais bonito falar “eu coletei” do que “eu roubei”!

Ainda há o fato do “Assistente da Fazenda” estar com problemas desde ontem, mostrando apenas uma ou duas linhas: antes nós ajudávamos primeiro para depois COLETAR, mas se continuar assim vamos começar a fazer o inverso: vai parecer que somos os maiores bonzinhos do mundo! Vivemos para ajudar!

Portanto, daqui para frente, caso constatem que nossa visita às suas fazendas  foi seguida do recolhimento de algum material… saiba que o(s) produto(s) desaparecido(s) não foi (foram) roubado(s), mas sim COLETADO(S)!

Tenho quase a certeza de que se os meliantes passassem a usar termos menos chocantes, haveria bem menos violência no mundo. Imaginem a situação:

— Com licença, senhora! Estou seguindo seus passos desde que deixou seu carro no estacionamento e agora, aqui neste beco deserto, preciso expressar minha intenção de coletar os bens que possui em sua bolsa…

— Pois não, senhor! Mas, por favor, deixe minha documentação intacta para que, no caso do senhor decidir utilizar a arma que empunha, eu não venha a ser enterrada como indigente!

— De forma alguma, senhora! Sua colaboração é muito importante para nós! É melhor coletar pouco, mas deixar o espécime vivo para que se colete sempre!

— Ó… por favor, não leve meus medicamentos, pois ainda estou consumindo tamiflu, por causa da gripe suína que contraí recentemente. Espero que em nosso breve contato o senhor não tenha sido infectado pelo vírus…

— Agradeço pelo aviso e pelos… oitenta… e cinco… deixa eu ver as moedas… e seis… e sete… oitenta e oito reais e vinte e cinco centavos que pude coletar enquanto revistei seus pertences. Estimo sua plena recuperação e, por favor, não siga adiante neste beco, pois há um concorrente meu alguns metros adiante e não seria de bom alvitre encontrá-lo sem material algum para ser coletado.

— Muito obrigada pelo aviso e… espere! Tome aqui: eu tinha uma nota de cem dentro do sutiã… sabe como é, está tudo tão perigoso!

— Já que a senhora oferece… eu aceito! Pensando melhor… eu tenho duas famílias e estou arrumando um caso lá nas quebradas do Muquicim… esse seu sutiã é muito bonito! Poderia cedê-lo para que eu presenteasse minha concubina?

— …

Mais tarde, na delegacia, a mulher presta queixa vestida apenas com uma toalha que arrumaram com alguém que se compadeceu de seu estado de nudez. O delegado, surpreso pelo fato de não ter havido um estupro, questiona:

— Quer dizer que… além de roubar seus valores… o meliante ainda conseguiu levar toda a sua roupa?!?

Então, traumatizada pela recente experiência de ter se descoberto nua em pleno centro daquela grande cidade, a mulher, em choque e ainda com os olhos brilhantes das lágrimas de pânico e vergonha, dá um profundo suspiro e responde:

— Mas ele era tão educado…


Vamos tornar esse mundo um lugar mais civilizado!!!

Um abraço!