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6 de mai. de 2014

Chateação ou Vitimização?

Faz tempo que não escrevo, aliás faz tempo que também não jogo… na verdade, desde que descobri que seria pai até hoje, contando 10 meses da bebê, tenho “jogado” ininterruptamente um dos jogos mais cansativos e também mais gratificantes da vida: paternidade particip-ATIVA!
Mas não escrevo agora para ensinar a trocar fraldas ou dar banhos. O que, de fato, me incomodou foi perceber que há muita gente boa reclamando de uns tais “convites persistentes” para jogos no facebook e, querendo impedir que pessoas tão legais se tornem desnecessariamente umas chatas antissociais por pura (perdoem a sinceridade) ignorância, decidi preparar e publicar dois tutoriais de como acabar de vez com esse “assédio” sem ter que excluir as pessoas que estão alegremente se divertindo.

MÉTODO 1 – O LONGO

Enumerei na imagem e explico em seguida:
tutorial01
– acesse
– Clique no “X” que fica ao lado do botão “Jogar agora”
– Clique na frase “Bloquear (nome do jogo)”
– Clique em “Confirmar”
Isso será suficiente para que NUNCA MAIS aquele jogo, seja lá quem for que envie a requisição, apareça para te perturbar!
Acho impressionante que tanta gente seja incapaz de realizar um procedimento tão simples e, ao invés, preferirem ficar criando imagens onde se fazem de vítimas, chamando atenção e passando reprimenda em quem está, simplesmente, jogando.
Notem que esse é o método mais longo e complicado de bloquear quaisquer jogos sem a necessidade de bloquear pessoas. Para a vergonha dos “reclamões” de plantão existe um outro ainda mais rápido e objetivo de solucionar a questão:

MÉTODO 2 – O RIDICULAMENTE SIMPLES

Chega a ser quase frustrante ensinar um processo tão simples e direto como esse, mas dadas as tantas reclamações que vejo sendo publicadas, creio que há, sim, necessidade de publicá-lo.
tutorial02
– Ao receber uma solicitação de jogo, clique no pequeno globo terrestre para que o pedido possa ser visualizado;
– Mova o mouse até a borda direita, próximo ao logotipo do jogo, até que apareçam duas opções: clique no “X”, que significa “Desativar”;
– Confirme, na tela que aparece a seguir, clicando no botão “Desativar”.
E… é só isso!!!
Da próxima vez em que você vir um chato reclamando de que não joga ou de que não quer receber notificação de jogos em sua linha do tempo, indique o link dessa postagem  - http://bit.ly/semjogosnoface - a ele, pois dessa forma não será mais seu joguinho a desculpa utilizada por ele para desfazer a amizade…
Talvez ele se zangue um pouco por chamá-lo de chato, mas temos de admitir, depois desses tutoriais, que as reclamações dessas pessoas só podem ser:
A – Atestado de ignorância
B – Má vontade crônica generalizada
C – Vontade de aparecer ou de se fazer de vítima
D – Pretexto para fazer uma limpeza na lista de contatos
E – Todas as opções acima
Depois desses esclarecimentos, não é que até me deu vontade de jogar?! E, pior ainda, me deu vontade de jogar um jogo que estava bloqueado, mas isso já é assunto para um outro tutorial!

7 de out. de 2012

Alienação Nível Profissional: Doorman (ou “Receptivo de Porta”)

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Entre as diversas possíveis funções que um recepcionista profissional pode executar durante um evento, uma das menos bem quistas é a de “porta”, que pode ser descrita como uma mistura de papagaio (repetindo, ad infinitum, informações) com hostess (esse pode entrar, esse não… Ei! Cadê o seu crachá?!?), fora o ônus de ser obrigado a estar atento para que a porta esteja sempre fechada (para que o barulho externo não atrapalhe o que está sendo apresentado lá dentro), assim como cuidar para que esse ato – o de fechar a porta – seja o menos barulhento possível. Inclua ou não (dependendo do evento) funções extras como: falar inglês, alemão, japonês, realizar leitura de código de barra em crachás, furar crachás, rasgar crachás… às vezes de uma verdadeira enxurrada humana, ávida por acessar o recinto que você está sendo pago para, com a maior suavidade, controlar.

Alguns podem achar a tarefa acima descrita fácil, mas após um dia inteiro de pé, abrindo e fechando porta – muitas vezes sem poder sentar e mal podendo ir ao banheiro – gostaria de ver se essa opinião iria permanecer.

No meu caso, não posso esconder que a motivação é o dinheiro: ele é que me faz ficar ali, simpático e sorrindo das 7:00 às 18:00, correndo o constante risco de conflito por estar exposto aos mais diversos tipos de personalidade… e tem que ser um valor considerável, pois já recebi ofertas pelas quais me foi muito mais vantajoso permanecer em casa. Seria insano ter de pagar para trabalhar, não é mesmo?

Da mesma forma existem pessoas que te contratam e são tão difíceis de lidar – e digo isso acerca da personalidade e não dos possíveis contratempos e percalços que possam ocorrer durante o trabalho – que servem para revelar uma das principais vantagens de ser free-lancer: no final do trabalho poder dizer “pra você eu não trabalho nunca mais”!!! Isso é raro, mas já aconteceu…

Deixemos de lado os devaneios e vamos nos concentrar no tema sugerido no título: sendo essa uma das funções mais maçantes exercidas durante um evento, decidi dar dicas “úteis” do que pode ser feito para diminuir a monotonia em “um dia de porta”. Pela total falta de voluntários, tive que – eu próprio!!! – ser o “modelo” ilustrativo para as atividades sugeridas.

Bronzeamento Artificial das Palmas das Mãos

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Infeliz e geralmente, essa função exige uma indumentária – o terno – que não permite uma exposição adequada do todo o corpo à luz, deixando apenas as mãos e a cabeça de fora, mas isso não é motivo para impedir que essas áreas recebam um tratamento exclusivíssimo de beleza: se próximo da porta existir um refrescante refletor ligado, siga a ideia do ditado: se te derem limões, faça uma limonada!!

Não se esqueça de trocar de lado e bronzear a outra mão, assim como de prestar atenção para que o refletor não deixe as palmas das mãos amarelas, pois - ao contrário da aparência de saúde desejada - vai acabar te trazendo má fama quando quiserem culpar alguém por flatulências inadvertidas…

Camuflagem Passiva

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Se houver alguma planta nas proximidades, se achegue e fique o mais quietinho possível: você só saberá que funcionou quando as pessoas passarem sem parar para te perguntar nada!

Há uma lenda acerca de um suposto “maior receptivo de porta de todo o Brasil” que desapareceu, em 1993, durante um evento no Riocentro: foi tão perfeito ao se camuflar que ninguém conseguiu ver o momento em que foi vitimado pelas aranhas!

Alguns juram já ter visto, nos eventos com coffee break que ocorrem por lá, biscoitos, canapés - e até mesmo lunch boxes inteiras! - sendo conduzidos, por um vulto, até uma porta no segundo andar do pavilhão 5 onde, de repente, desaparecem.

Teletransporte de Consciência

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Em hotéis à beira-mar, nos dias mais lindos, quando o sol brilha e o vento move as folhas lá fora… sua consciência está lá também!!

Essas são minhas humildes dicas para que o dia dos “doormen” não seja tão sofrido. E você… é recepcionista? Tem alguma sugestão?

28 de jan. de 2012

Minha Mais Nova Alienação

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A vida estava ficando dramática e nem era tanto pelo ato de discutir com pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo: o que estava me fazendo perder a paciência era ter que repetir sempre e exatamente as mesmas coisas, por conta da incapacidade manifesta e gritante que as pessoas têm de realizar uma simples pesquisa!

A esposa me convenceu a fazer aula de dança de salão. É uma atividade que não chego a considerar divertida, mas que — pelo simples e importantíssimo fato de que ela fica muito feliz fazendo isso — tem sido… hmmmm… interessante: sofro, suo, me sinto desconfortável, não considero sequer a possibilidade de ir a uma aula sem ela, não danço qualquer música (pois tenho o incomum hábito de prestar muitas, mas muita atenção mesmo, nas letras!) e nem mesmo tenho vontade de ir dançar em algum lugar cheio de gente ou com outras parceiras.
Na verdade, me acho ridículo dançando, não vejo — para mim, que tenho a escrita — a dança como uma forma fácil (e nem mesmo válida) de expressão.
É um esforço, é estranho e, por isso,  nem chega a ser uma alienação…

O que tem me divertido e prendido minha atenção de verdade é um jogo que, apesar de permitir a interação com outros jogadores, é muito diferente desses joguinhos “flash player” encontrados nas redes sociais: é o MMORPG gratuito da Sony, DC Universe Online, onde pude notar que (ao contrário de outros RPG’s) não há a obrigatoriedade de se ressaltar as artes místicas ou “arcanas” e tudo (roubo, sequestro, planos de dominação mundial, possessão…) se resolve na base da bordoada!
Não posso negar a truculência da diversão, mas (ao menos até onde joguei) tudo se justifica na legítima defesa e defesa da vida de terceiros: quem se rende não morre!

Foram muitos anos sem pegar em um joystick que, aliás, agora passou a se chamar gamepad e tem uma infinidade de botões e hastes direcionais, capazes de comandar quase tudo o que ocorre no jogo: das várias técnicas de descer a bordoada (que se vão adquirindo no decorrer do jogo) ao bate-papo em viva-voz existente.
Posso dizer que chega a ser um alívio “entrar” em uma situação onde um risco se revela e basta ir até algum lugar, encher o vilão de cacetadas… tudo se resolve e ainda se ganha prêmios por isso!!!
Uma boa coisa para se alienar nesse verão chuvoso e arriscado para quem se dispõe a sair de casa!

Há dois modos de jogo: PvE e PvP
No PvE, que imagino significar “Player versus Engine”, podemos jogar a maior parte do tempo apenas contra a inteligência artificial e, para quem está começando, é o mais recomendado, pois já basta a dificuldade crescente que vai sendo adicionada.
No PvP, que só pode significar “Player versus Player”, há o acréscimo do fator humano, ou seja, além de enfrentar os vilões do PvE, ainda temos de encarar o pessoal que se dispõe a jogar no time do mal… e não duvidem: eles jogam na covardia e esperam para te atacar justamente quando estiver em dificuldades, após ou no meio de uma briga com os personagens controlados pelo mecanismo da Sony. A única coisa que compensa essa covardia é que podemos nos unir a outros jogadores “heróis” e, em grupo, poder diminuir a injustiça.
É sempre emocionante se descobrir num embate com outras pessoas e não com um simples “bonequinho”: nunca havia jogado dessa forma e a tecnologia e interação apresentados são bastante impressionantes.

Há outros detalhes a observar como, por exemplo, o cenário… mas aí deixa de ser alienação e se torna constatação: as cidades de Metrópolis e Gotham têm, em suas ruas, vários prédios semidestruídos e uma mistura caótica de cidadãos em pânico ao lado de outros andando distraídos como se nada estivesse ocorrendo…
Foi muito curioso ter começado a jogar observando tais detalhes e, uma semana depois, ter ocorrido um desmoronamento bem no centro do Rio de Janeiro… aliás, assim como no caso do restaurante, é muito estranho ninguém sequer mencionar a possibilidade de atentado…
O inconsciente coletivo está sendo preparado e a cada dia tenho mais certeza disso!

Repetir uma mentira infinitamente não vai torná-la em uma verdade… mas não resta dúvida que vai angariar uma multidão de gente intelectualmente possessa e disposta a defendê-la até a morte!
Da mesma forma, repetir uma verdade mil vezes acaba sendo exaustivo e decepcionante, pois acabamos descobrindo que as pessoas não querem realmente aprender, mas apenas confrontar em defesa de sua “zona de conforto”.
Não vou salvar o mundo, nem na vida real e nem no joguinho, por isso estou me dando o direito de passar um tempo completamente longe de discussão e escândalos: algumas noites leio páginas dos livros que recebi e outras… sobrevoo os céus do universo DC em busca de vilões para descer a lenha sem a menor dor na consciência!